sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Opinião na balança


Existe uma coisa obscura, já quase esquecida e completamente inutilizada nos dias de hoje que faria muito bem ao nosso povo, e esta é chamada equilíbrio.
Já paramos para pensar na nossa opinião? É muito difícil mantê-la de um jeito que possa ser sustentado em argumentos normais, desprovidos de um calor desesperadamente fervoroso e pessoal. Como assim? Simples como um abraço: Quando você pergunta a alguém o que acha do presidente Luis Inácio Lula da Silva, há duas respostas mais comuns: É um idiota, lambão, BURRO, corrupto, desgraçado, que decepcionou toda uma geração que acreditava que ele iria mudar algo se envolvendo com pessoas sem caráter. Resposta número dois: Deixa o homem trabalhar, cumpádi. Ele tirou mó galera da linha da miséria, está fazendo uma política externa muito boa, tem iniciativas legais para isso, isso e aquilo. De certa forma (a depender do ponto de vista de cada um) as duas respostas estão certas, os adeptos da primeira questão se recusam a admitir algum sucesso nas políticas petistas, assim como os adeptos da segunda preferem não crer que o nosso líder de quatro dedos tenha se envolvido realmente em esquemas corruptos.
Digamos que não existe meio termo. Ou é, ou não é. Ou o aquecimento global está fazendo tudo, desde aumentar a temperatura até extinguindo 80% das espécies marinhas e acabando com a vida em no máximo 100 anos, ou é invenção de cientistas desocupados. Ou a Ditadura Militar que começou em 1964 foi um absurdo, o cúmulo, uma insurreição das camadas elitistas que não estavam satisfeitas com o governo e atacaram antidemocraticamente tudo e todos, ou foi uma revolução gloriosa que restituiu ao povo o direito de um governo justo, extirpando o poder das mãos de um presidente maluco e da ameaça vermelha que vinha junto com ele. Ou a Energia Nuclear é um lixo dantesco, ou a energia do futuro. Ou o Sistema de Cotas é um preconceito, uma irregularidade, um disparate, ou é uma forma de amenizar uma série de preconceitos raciais que resultaram, historicamente, em uma segregação não-oficial de minorias. Ou os Estados Unidos são maravilhosos, perfeitos e mães (não conheço muitos dessa opinião...) ou são a idiossincrasia de tudo que deve ser evitado pelo brasileiro que realmente ama seu país e não aceita engolir a cultura alheia. Ou o funk é ridículo, uma recrudescência da nossa rica cultura musical, ou é o hit do momento, que quando toca, ninguém fica parado. Ou o BOPE tem toda a razão, tem que cair matando mesmo, ou é um órgão monstruoso que abusa do poder e não tem o direito de fazer o que faz, escangalhando os inocentes e moradores de favelas.
Vamos ser mais calmos, não é? Devagar. Parece que tudo nesse mundo (Menos o Hitler, até onde sei. Talvez até ele, sei lá) tem coisas boas e coisas ruins. Quando a gente é criancinha, ensinam porá gente uma Ferramenta de Pensamento: PNI, que significa Positivo, Negativo e Interessante. As pessoas, as coisas, os acontecimentos tem fatores dos três tipos. Cabe a nós o quê? Analisar os três e decidir se é algo majoritariamente positivo, negativo, ou se não cheira nem fede. Grande parte das discussões saudáveis que se começam é destruída pela falta de flexibilidade em aceitar argumentos verdadeiros. Vamos fazer o seguinte? Se você é a favor da energia nuclear, não diga que ela não tem lixo, nem que não há risco. Procure o que fazer com o lixo e qual a taxa de risco, e como ameniza-la. Quando aceitamos os problemas nas nossas opiniões, fica mais fácil para resolvê-los.


quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Vestibular e a preguiça =/

E ai, campeão! Bom, a coisa tá andando meio devagar, é verdade... As Atualizações estão demorando e tudo mais. O que aconteceu foi uma confusão muito grande, um rolo bem grande! Mas a Equipe E aí Campeão® vai voltar a todo vapor! No Domingo terá artigo novinho, portanto, voltem e comentem Muito grato Equipe E aí Campeão®

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Um pouco de Filosofia...

Na Moral

“Esse Senado é imoral!”, é frase que e ou já foi dita por grande parte da população.Embora tenhamos consciência de algo vai errado com nossos amigos do governo, mesmo o povo brasileiro não podendo entender a nova proposta de reajuste salarial para R$ 24.000,00 ainda assim é preciso saber o que é de fato ética e o que se encaixa naquilo que chamamos moral.

Seguindo nosso roteiro de explicações sobre temas corriqueiros e parcialmente conhecidos é que hoje vamos falar – muito superficialmente a princípio – dessas duas palavras e suas conseqüências práticas!

Ao lançar o filme “Uma verdade Inconveniente”, All Gore conseguiu unir pessoas com convicções extremamente variadas para discutir e elaborar planos para tratar o “Aquecimento Global” e salvar o planeta no novo milênio.Com freqüência , as semelhanças éticas são mais acentuadas que as diferenças.

É muito comum porém haver um abismo entre teoria e prática. Por exemplo, a história registra opressão crônica e muitas atrocidades cometidas em nome do cristianismo ou do marxismo.A Inquisição ou as perseguições de Stalin são dois desses exemplos .Fica quase impossível conciliar esses atos com idéias de caridade e justiça, que são as bases do pensamento das duas correntes citadas.

Você deve estar pensando: o que isso tem a ver com ética e moral?Vamos lá então. As palavras ética e moral costumam ser usadas indistintamente , mas possuem significado bem diferente.A moral está ligada às ações , à conduta real, no nosso exemplo à Inquisição ou às perseguições na antiga URSS.Já a ética são os princípios que originaram essas ações.Uma é a teoria e a outra a prática.

Sendo assim , a conduta dos nossos parlamentares muitas vezes é sim imoral , mas não necessariamente, pra eles, está ocorrendo uma falta de ética.Nossa constituição prevê punições para atitudes que quebrem o “decoro parlamentar” ou seja , que sejam contra e ética- a ideologia que rege esse ou aquele cargo.Quando alguém está sendo julgado não necessariamente é pelo que fez , mas sim pelo princípio que ofendeu.

Um exemplo claro disso campeão, foi nosso presidente do Senado.Contra ele rolou um processo de “quebra de decoro”, e mesmo surgindo várias outras fraudes ele não foi condenado visto que não abalou os idéias bases... é forte , mas é real...

Continuarei , nas semanas seguintes com mais conceitos sobre moral e ética, sobre valores e sobre consciência. É isso aí campeão, vamos conhecer aquilo que teoricamente rege nosso comportamento, assim poderemos com certeza modificar o que fica de ruim!