quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Nem só de Big Stick's e Tomahawks

Venhamos e convenhamos que hoje vivemos em um mundo assustadoramente igual. A “tendência” da moda, os filmes, e até os valores estão se tornando os mesmos. Esse fenômeno, a globalização, nome que atualmente se repete mais que ladainha, dá um formato para o mundo e confere a certos países um “poder” extremamente importante que se bem aproveitado, e geralmente o é, firma as bases para diversas ações.

Quem mais se aproveita dessa situação são os EUA. Considerados hegemônicos no mundo, “aquele-que-não-deve-ser-enfrentado”, assusta e impressiona com os seus números de tropas, armamento e investimento militar. Há um verdadeiro pavor do poderia norte-americano, um pavor totalmente cabível já que o planejamento financeiro para a “defesa” chegando em 2006 a US$ 529 bilhões, maior que o PIB de diversos países.

É errado, em minha opinião, falar que “hoje se vive o sonho do “american way of life””. Na verdade, sempre se viveu. Quando digo sempre, falo desde que ele foi exportado para todo o mundo em forma de filme, música, vestuário e ideologia. Há uma avalanche de “metas e ideais” importados que acabam por envolver as pessoas dando a impressão de que aquilo, a diretriz norte-americana é a certa.

Quando paramos pra pensar, o caráter hegemônico dos EUA é extremamente reforçado pelos seus “pacotes” e durante muitos anos não foram sequer questionados a nível mundial. Esse fato só ocorreu graças a política megalomaníaca e unilateral do Governo Bush que apavorou o mundo em suas diversas ações.. Digamos... Com origem de causa duvidosa.

Temos que ver também que existe uma grande “manipulação” nos tratados de comércio e segurança, como o clássico Tratado de Não-Proliferação de Armas Atômicas em que eles defenderam a permanência de quem tinha ( Eles e mais alguns países) e a interrupção dos outros. Há uma constante “manutenção do velho” em prol dos estado-unidenses.

Fica claro perceber que a hegemonia norte-americana vai muito mais além do seu poderio militar. Ela é reforçada pela sua indústria cultural e social, além do seu grotesco poder político. Acaba se criando um ciclo vicioso para eles, já que o poder deles é reforçado pela própria manipulação que gera mais e mais poder entrando em uma fase de Status Quo.

Fiz questão de por algumas palavras entre aspas porque fiquei com medo de parecer adepto da idéia, que eu abomino veementemente, de “sistema imperialista comedor de criancinha”. As ações norte-americanas são fruto da sua história e na crença infeliz do “destino manifesto” e todo esse desenrolar. Acreditar que os estado-unidenses são “maus por natureza” é quase uma teoria ideológica hoje em dia.

Temos que observar de fato todos os aspectos da “dominação” (fica menos radical que “manipulação” e mais realista do que ”administração”) hegemônica cultural e política dos EUA, além da militar e encará-la não com um estado de natureza, mas sim como um fato passível de mudança e, quem sabe um dia, reversão.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Nem para molhar o Bico.

E aí, campeão! Chega mais, vamos beber alguma coisa, mas só se você não for dirigir. Com a nova lei seca, todo e qualquer motorista em todo território nacional não pode ingerir nenhuma gota de álcool e quem for pego no teste do bafômetro paga uma multa caríssima e ainda tem sua carteira de motorista suspensa.

A medida se tornou bastante polêmica, principalmente nas grandes cidades onde a vida noturna é mais agitada. A galera que saía pra tomar umas e outras, aqueles que respeitavam o limite outrora permitido, se sente prejudicada e a população não pinguça comemora a nova medida.

A questão é complicada para os dois lados. Por um lado a radicalidade está certa porque não mais impõe como antes um limite, agora ela proíbe qualquer consumo de álcool. A intenção dessa lei é de diminuir os acidentes de trânsito que apresenta números os quais a ONU considera assassinos. Por outro lado a nova lei generaliza demais e faz com que os motoristas q respeitavam os regulamentos paguem pelos os poucos irresponsáveis que desrespeitavam o antigo limite.

A nova lei, na verdade foi uma medida de desespero. A situação do trânsito é caótica e o abuso do álcool é o maior fator de acidentes, seguido de imprudência e falta de manutenção. A cada ano o recorde de mortes no trânsito é batido deixando o governo louco. Depois de várias cartilhas que tentavam conscientizar o motorista com desenhos, ilustrações e aqueles sinais de trânsito que cantavam e dançavam além de fortes propagandas mostrando pessoas que tinham sofrido lesões graves a tolerância-zero foi a única solução viável

O Álcool é o culpado por 90% das besteiras que todo mundo faz na vida, de pegar a mulher mais feia da festa até mostrar a bunda no meio da galera. Esses erros podem ser facilmente resolvidos, é só apagar umas fotos do Orkut, pagar os vidros e as cadeiras quebradas e tudo se conserta, todavia a vida de uma pessoa que morre no trânsito pela mesma bebedeira não é recuperada tão fácil.

sábado, 24 de maio de 2008

Revendo conceitos.

Ô semaninha hein campeão! Primeiro, morreu Zélia Gattai, depois Edevair Faria, pai do Romário, e depois o senador Jefferson Péres. O mais engraçado é que o enterro que mais causou comoção popular foi a morte de seu Edevair. Gostaria de saber porquê. Cabe ressaltar, que quando se falava: "A Zélia Gattai morreu", muita gente perguntava: "Quem é essa?" e alguns mais informados perguntavam: "Ela era casada com quem mesmo?" A resposta: Zélia Gattai foi uma das grandes escritoras desse país, casada com um dos maiores escritores, Jorge Amado. O problema é a falta de conhecimento literário do Brasileiro. Na morte de Jefférson Peres, a mesma coisa, ninguém sabia quem era, alguns já ouviram falar, mas ninguém sabe que Jefférson Peres foi um grande homem na política nacional e era o atual líder do PDT do Senado. Agora, me impressionei com o que aconteceu com a morte do pai de Romário. Todos choraram a morte dele. No enterro não houve nenhuma privacidade. E agora eu que pergunto: "Quem é este senhor?" Me dirão que eu deveria ficar triste, porque morreu o homem que deu seu filho ao Brasil e este ganhou uma Copa para nós. Me recuso a isso. Fico triste sim, como ficaria com a morte de qualquer homem, mas jamais por esse motivo. Chegamos ao absurdo de ver pessoas se aglomerando sobre túmulos e caindo em covas no cemitério. Patético. Mas o que leva as pessoas a terem essas reações distintas? Falta de conhecimento literário? Falta de conhecimento político? Falta de vergonha na cara? Karl Marx afirmava que a religião era o ópio do povo. Ultimamente, é mais fácil afirmar que a televisão é o ópio do povo. O enterro do pai de Romário se torna mais importante que a morte de uma intelectual ou de um senador. Que país é esse?

terça-feira, 13 de maio de 2008

Especialistas em coisa nenhuma

Bom dia, campeão! O assunto de hoje são as pessoas (entre elas se inclui quem se vos dirige) que aparentemente tem sacadas boas e conhecem um bocado de várias coisas, mas no fundo no fundo não sabem absolutamente nada. Na verdade, nossa discussão é sobre a formação do conhecimento, mas esse exemplo de pessoa-verborrágica-aparentemente-genial-que-não-sabe-nadica-de-nada é perfeito para uma análisezinha. Existem pessoas que adoram falar de tudo; que opinam do aborto à escalação do seu time, do tratamento de uma doença aos problemas da SUA vida amorosa. Um fantástico exemplo é o Jô Soares, um apresentador e jornalista inteligentíssimo, genial, com inúmeras habilidades mas que cisma em achar que sabe mais do que qualquer um que ele entrevista. São pessoas capazes de ler a sinopse do livro e conseguir resumir a história pára qualquer um – o que é uma qualidade somenos. Por outro lado, vivemos em uma realidade em que a especialização é uma necessidade e regra. Cursamos o mestrado e doutorado para aprender sobre os nervinhos da asa daquela libélula rara – algo mais específico, é difícil. Temos contato com várias matérias para enfim decidir por uma, que se afunila, afunila e resulta nos nossos estudos aprofundados. Bem, como diria um amigo, a especialização é necessária, mas para o filósofo ela é um crime. Como assim? Bem, todo mundo já está cansado de separar as palavrinha Filosofia e encontrar algo como amigo do conhecimento, amante da sabedoria ou sei lá o que. Isso porque o filósofo é aquele que efetivamente busca saber o máximo possível da realidade para entendê-la. Você acha que Sócrates falava só de sociologia? Putz... Ele dá opinião sobre TUDO que se possa imaginar. Aliás, quase tudo encontra uma porcentagem de suas bases em Platão e Aristóteles. O fato é que não dá pra entender profundamente psicologia sem biologia e sociologia, matemática sem filosofia, física sem química e por sua vez sem matemática ou filosofia, lingüística sem sociologia/biologia/história/psicologia e por aí vai. A formação do verdadeiro conhecimento não se dá em uma área só. Tampouco se dá com o estudo de uma ínfima parte de tudo. Bem, eu sou claramente de humanas e tenho um bloqueio com exatas... Mas dentro de humanas eu preciso criar verginha na cara e aprender o que eu puder. Aí vêm as considerações finais: É para isso que a escola DEVERIA servir, para nos dar condições de aprender de tudo um pouco. Mas nós, na condição de adolescentes com baixa auto-estima e comportamento de grupo não damos a mínima para isso tudo, encarando o colégio como um inferno pré-universitário. Bem, é difícil para criaturas no nosso nível de maturidade compreenderem (compreenderem de fato: falar é uma coisa, vivenciar é outra) isso tudo. Uma professora de literatura me disse uma vez que depois dos 25 anos percebeu a importância da química. Mas relembrar nunca é demais. Quem sabe a gente não descobre essa importância a tempo de aproveitar?

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Brigar pra quê?

Rivalidades à parte, nesse fim de semana foram decididos diversos campeões estaduais pelo país e alguns campeões nacionais na Europa. Mas meu maior objetivo ao escrever aqui, campeão, não é falar do que aconteceu dentro de campo, mas sim do que aconteceu fora dele durante a comemoração dos títulos. Ao Flamengo, campeão no Rio de Janeiro, não faltaram motivos para, mais uma vez, zombar com o chororô do Botafogo. Obina, Léo Moura, Souza e Cristian repetiram o gesto já lançado por Souza durante a partida contra o Cienciano pela Libertadores da América. A diferença, é que agora o campeonato acabou. Souza naquele jogo comemorou precipitadamente, o que acirrou ainda mais a rivalidade entre as torcidas e incomodou o time do Botafogo, o que poderia ter tirado o título do Flamengo. Quanto à torcida, show. Show da torcida rubro-negra campeã e show também da torcida alvinegra. Enquanto o Botafogo ainda tinha chances, a torcida empurrou o time com o clássico: "E ninguém cala... esse nosso amor". Já a torcida do Flamengo embalou o time com "Eu sempre te amarei... Onde estiver estarei." e a nova "Vamos Flamengo". Em Minas, um campeonato já decidido no primeiro jogo, sagrou o Cruzeiro campeão. A torcida do Cruzeiro comemorou muito o título no ano do centenário do Atlético, cantando inclusive "Parabéns pra você" no estádio. No Sul, a torcida colorada mostrou que estava com o time mesmo após a derrota na primeira partida e lotou o Beira-Rio para empurrar o time para a histórica goleada por 8x1 em cima do Juventude. Mas a parte que eu quero narrar, campeão, vem de São Paulo. Parte essa que eu preferia não ter que narrar, mas preciso fazê-lo. O Palmeiras, depois de 12 anos, "saiu da fila", vencendo o Campeonato Paulista. Uma vitória linda no Palestra Itália, com 5x0 sobre a Ponte Preta, 3 gols de Alex Mineiro, que terminou artilheiro e consagração de Valdivia como o craque do campeonato. Os jogadores rasparam os cabelos como promessa. Até aí tudo bonito. O episódio triste fica por conta da torcida verde. Após o título, integrantes de uma torcida organizada palmeirense entraram em confronto com a PM por tentar invadir o Palestra Itália. Simplesmente não entendo. Os cariocas dirão que paulistas são bobos assim mesmo. E confesso, tenho sido obrigado cada vez mais a concordar. Embora desde já, afirmo, não são todos. Já perdi a conta de quantas vezes torcedores do Corinthians invadiram o gramado do Pacaembu e derrubaram alambrados em derrotas do time e também quantas vezes torcedores do Palmeiras já entraram em confronto com a PM. Fora o quebra-quebra que ocorre em toda a cidade quando os dois times se enfrentam ou enfrentam o São Paulo. O que leva esses torcedores a fazer isso? Pergunte a eles e lhe garanto que a resposta será: "Por amor ao Palmeiras." "Tudo pelo Corinthians". "Pelo Tricolor vale tudo". Que amor é esse? Sinceramente, isso não é forma de amor. Amor é aquele mostrado ao time empurrando durante o jogo, reclamando pacificamente quando o resultado não é satisfatório, mas nunca brigando. Essas atitudes já não são louváveis quando o time perde, que dirá durante uma conquista tão desejada pelos torcedores. Depois, o estádio é interditado e a torcida organizada fechada (o que tem sido cogitado pela PM) e não sabem porquê. Pelo fim da violência no futebol.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Aristóteles e Malhação

Aristóteles e Malhação Bom dia, campeão! No belo dia de hoje vamos conversar sobre a ligação aparentemente impossível entre as novelas que acompanhamos candidamente nas nossas tardes e noites e um grande pensador da Grécia Antiga: Aristóteles. Para quem não sabe, esse nosso companheiro discípulo de Platão foi um dos primeiros a discursar sobre literatura e teatro. Naquele tempo, entre os filósofos estava rolando uma história de que as paixões (os instintos desgovernados) eram a causa da ruína paulatina dos gregos – Se fosse assim, o Brasil teria durado 30 anos. Então cada um tentou “prevenir” isso a seu modo, e para Ari o teatro era um instrumento poderosíssimo. (Notem a minha intimidade com o cara) Como assim? Bem, o teatro servia para purgar os sentimentos e paixões do povo grego, por meio do que eles chamavam de cathársis (catarse). O ator é alguém que pode viver milhares de vidas, enquanto estamos presos a uma só. Quando vou assistir aos espetáculos, entrego ao ator todo o direito de ser eu, porque me identifico muito com o que faz. Logo, todas as vontades, desejos reprimidos e necessidades do espectador são momentaneamente sanados ao ver o personagem executando-a. Bom, vocês não entenderam porcaria nenhuma e estão achando que eu fiquei maluco. É por isso que vamos agora falar de novela: Quando vemos o mocinho e a mocinha que ficam juntos até o décimo capítulo da novela separados, rezamos com todo nosso coração para que terminem juntos – mesmo sabendo que isso VAI acontecer. Torcemos para que o vilão tenha o final que merece, para que o homem esforçado consiga melhorar de vida e para que a menininha doente consiga seu transplante porque muitas vezes isso não acontece na vida real, e vendo isso na tela nos sentimos gratos e felizes. Prender a Nazaré mostra que a justiça vence. A Clara e o Henrique ficarem juntos mostram que o amor triunfa. A personagem principal da malhação ganhar um pai novo ou um grupo de sem-terras conseguir um lar dá asas à esperança. Mas a vida real é diferente. Os conflitos aqui são distintos, com soluções que não tem nada a ver com televisão. Não adianta eu ficar feliz porque algo na TV atendeu minhas expectativas; se há algo errado comigo, é só seguir a lógica mais simples para saber que vou voltar a ter problemas. A causa permanece incólume, seja um problema no trabalho, uma frustração íntima ou ódio do presidente. Nos anos das ditaduras militares na América Latina o futebol foi o grande dominador das massas. Aqui, a os gritos de socorro foram abafados pela glória da copa de 70. Em países como Argentina e Colômbia, a transferência moral para os ombros dos jogadores foi tamanha que aqui e acolá alguns foram mortos por torcedores que não suportavam perder. Suspeito que não era isso que queria Aristóteles há uns 2500 anos atrás. Em vez de purgar tanto nossas frustrações a ponto de nos livrar de pensar sobre elas não é um papel louvável, mas perigoso. Vocês podem achar que estou exagerando porque isso não acontece com você, mas é real. Como diz uma menina na propaganda da Globo: “Último capítulo de novela é uma coisa que pára o Brasil” – E quando tudo se resolve e o espectador fica em paz porque o bem venceu. Escolhemos falar de novelas porque é mais fácil e porque, atualmente, é uma indústria de repetições, mas nos afastamos da realidade com futebol, livros, filmes, joguinhos... O fato é que não podemos nos afastar, satisfazer e ficar por isso mesmo. O afastamento do real é fantástico quando dá forças para voltar-se a ela com vontade de mudar. A realidade também é boa, mas precisa de nós para ser o que merecemos dela. Refletir, campeão. O mundo sente falta disso. – Texto inspirado em uma aula do professor Fiorese. Plágio é crime, cite suas fontes (eheheheh)

sábado, 3 de maio de 2008

É o P.A.C, man!

E aí, campeão!

Com toda a certeza você já deve ter escutado a sigla P.A.C no telejornal, nas conversas do teu pai e nas revistas. O Programa de Aceleração do Crescimento é um conjunto de medidas criado pelo governo Lula pra, como o nome diz, fazer com que o crescimento do Brasil acelere.

O P.A.C é uma medida meio que revolucionária. Não nos efeitos, ainda não tem nada de grande pra por na conta do programa, a maioria das ações estão em obras, mas ele tem uma boa intenção. Como diversos setores da nossa infra-estrutura estão de chorar o governo resolveu tentar por ordem na casa. Alem de uma política de amplo uso ele ainda amansa a população que fica esperando as melhorias.

O investimento não virá todo dos cofres da república, mas sim de um misto entre iniciativa privada, estatais, empresas de capital misto (Tipo a Petrobrás que é meio estatal meio privada) e a Própria união. A maior parte vai para o setor energético, os setores de infra-estrutura, em segundo plano os mil e quinhentos programas assistencialistas do governo ficam e em terceiro, com um valor miserável, os setores de transporte como aeroportos, rodovias, portos e por aí vai.

O lado social do programa também é bem legal. Foi criado ano passado dentro do próprio P.A.C um sub-programa com um nome muito criativo chamado “P.A.C das crianças“ que tem uma política de enfrentamento da violência contra as crianças e adolescentes além da reforma daquelas casas de reabilitação que se encontram, em sua maioria, em estado de junta. Também tem um lance de empregar os jovens com mais de 18 em bancos estatais, como estagiários.

Além disso, o P.A.C é uma vitrine absurdamente extraordinariamente plus grande para o Governo. Se o der certo, e vai dando muito bem, obrigado, o presidente e seu partido terão no placar muitos pontos a favor. A ministra Dilma Roussef foi eleita mãe do programa, muito engenhosamente fazendo com que o único nome do PT que não foi atingido pela chuva de farofa tacada no ventilador quando investigaram o mensalão ganhe créditos e popularidade.

O governo, mais uma vez, não dá ponto sem nó e caminha para uma vitória desconcertante. Se tudo no P.A.C se realizar de fato (Tem umas obras meio faraônicas como o Trem-Bala e etc) o PT sairá com o peito estufado e com isso, até 2010, sacramentar mais quatro e quiçá oito anos (Porque, como já falei em artigos anteriores, se reeleger no Brasil é só questão de não ser incompetente) na cadeira-chefe do Palácio do Planalto. E um carpete novo, pro salto não arranhar o chão.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Censura diluída

A música tem uma grande participação no registro e na formação da identidade de um país. Felizes os músicos que conseguem cumprir o papel de participar dessa formação positivamente sem perder a preocupação com a estética. É difícil compor mantendo o equilíbrio entre o conteúdo e a estética, sendo ambos de qualidade.

Acho que é unânime considerar que o período histórico que a música teve mais participação na política foi durante a ditadura militar. E propositalmente foi o período em que a música mais foi censurada. Os músicos da época tinham que tentar driblar a censura para conseguir criticar, através da música, a ditadura, e a repressão que ela praticava, inclusive a própria censura. Músicos tinham suas obras vetadas, eram exilados ou até mortos por apresentar resistência. O governo não queria dar espaço a oposições, mas naquela época, felizmente, as pessoas, principalmente os estudantes, ainda tinham senso crítico, o que dificultava o trabalho do governo de alienar. Pena essa capacidade de questionar ter se perdido com o tempo.

Um aspecto lindo dessa resistência foi a interação entre estilos diferentes de música, provavelmente provocada pelo objetivo em comum: a liberdade. Essa interação facilitou a mobilização do povo, porque os públicos-alvos de cada estilo musical eram tão variados quanto sua sonoridade. Essa miscelânea cultural que é o Brasil se misturou um pouco, não na capa, mas no conteúdo, cada pedaço dessa mistura continuava caminhando independente dos outros, mas agora, na mesma direção.

Agora a gente pensa “Ainda bem que isso acabou”. Nem tanto. A censura ainda existe, mas agora é feita de uma maneira diluída, mais minuciosa, sutil. O alvo da censura na época da ditadura eram as “vozes”, se tirava as vozes de quem queria conscientizar, músicos, professores e artistas eram amordaçados. Mas com o tempo foi ficando mais difícil calar as vozes sem chamar atenção, os repressores foram aprendendo com os próprios erros e a censura mudou, fez uma plástica, ficou quase imperceptível a olho nu. Agora pra enxergar ela é preciso um instrumento que anda em falta nas vitrines dos shoppings e nos catálogos das grifes internacionais que é o senso crítico.

As vozes não precisam mais ser caladas, basta que os ouvidos sejam tapados, ou colocados a uma distância suficiente das vozes para que seus gritos sejam em vão. Durante a ditadura mesmo, filosofia e sociologia deixaram de fazer parte do currículo escolar, porque são matérias que estimulam o questionamento e a reflexão. De onde iria vir o estímulo que os estudantes precisam pra lutar? Aposto que não é da televisão. Daí em diante, basta encher a cabeça das pessoas de futilidade e alimentar o sentimento de competição e de individualismo. Pronto. Esse isolamento da população em relação ao conhecimento garante pão, circo e alienação pra todo mundo! Mas como o preço do pão tá em alta e as pessoas quase não tem tempo de diversão, com tanto trabalho, elas seguem consumindo só a alienação mesmo... e olhe lá!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

In Formação (d)e Opinião

É campeão, você acha que vive na área do amplo acesso à informação e à verdade em tempo real, sendo impossível esconderem certas coisas? Pois é, você se enganou. O que temos é quantidade de informação e talvez até mesmo qualidade, mas uma qualidade arraigada de subjetivismo controlado pelos grandes meios de comunicação em massa. E para essa idéia pesam dois fatos: destaque para a informação que vende e propagação do pensamento de quem detêm os meios de informação. Tomemos como exemplo o caso Isabella Nardoni. Não discuto a brutalidade do caso, que é claramente assustadora, mas cabe ressaltar a repercussão que o caso tomou. Há tantos crimes bárbaros no país, como mortes a foiçadas, machadadas (sim, campeão, isso acontece e, infelizmente, com alguma freqüência). Outro dia ouvi no rádio a notícia de um irmão que matou o outro a machadadas por ciúme familiar, mas essa notícia ocupou 15 segundos da programação, enquanto o caso Nardoni ocupou mais de 5 minutos. Para mim, esses dois crimes são bárbaros da mesma forma. Há no caso Nardoni a questão do infanticídio mas não consigo ficar mais chocado com o arremesso da menina que com o caso das machadadas. Depois, campeão, vamos lembrar de aproximadamente um mês atrás. Faça uma força e se lembre qual era a grande notícia nos jornais e telejornais de nível nacional: a epidemia de dengue no Rio de Janeiro. E não é que de uma hora pra outra a epidemia acabou? Foi só Isabella morrer que ninguém mais tem dengue no Rio de Janeiro. Se as autoridades cariocas soubessem disso tinham mandado jogar a menina antes. É sádico, mas é a mídia fazendo acontecer. E na comparação desses dois casos, não vejo a razão de se ter destaque para o caso Nardoni. Sabe o que essa ampla divulgação tem feito? Incutado o medo em filhos de pais separados. Diversas crianças estão com medo de ir para a casa do pai ou da mãe. E olha que agora a culpa nem é daquela madrasta malvada dos contos de fadas. Ou ainda, fazendo uma comparação numérica grosseira, vemos que o caso Nardoni matou uma pessoa enquanto a dengue matou dezenas no Rio de Janeiro. O caso Nardoni foi pontual, enquanto a dengue é uma epidemia que se alastra. Isso somente para demonstrar o quanto a mídia mostra somente o que interessa a ela. Você não deve ter visto, mas no carnaval carioca, logo após o título da Beija-Flor de Nilópolis (não vou dizer que só ganhou porque era a escola ligada à maior rede de comunicação do país porque não tenho provas), uma repórter cortou uma entrevista de um diretor da escola na maior cara de pau quando ele começou a criticar a mídia. Você ainda compra um pensamento quando você lê sua revista, seja ela a Veja ou a Carta Capital. De preferência leia as duas, campeão. Além de ler ser algo importantíssimo, você terá informação dos dois lados e tirará suas próprias conclusões, essas, quiçá, livres de uma presença da opinião da mídia. Mas o que me alegra é que você campeão, sabe muito bem que a vida real é muito diferente do que aparece na TV. Para encerrar, um trecho de uma música que você, campeão, vai ver que ela faz total sentido na sua vida e sentido algum nas novelas. "Vamos sair! Mas não temos mais dinheiro Os meus amigos todos Estão, procurando emprego... Voltamos a viver Como a dez anos atrás (...)" (Teatro dos Vampiros - Renato Russo e Marcelo Bonfá) Um forte abraço.

terça-feira, 29 de abril de 2008

A Esperança como Dever

Texto baseado no capítulo homônimo do livro Cabeça de Porco – MV Bill, Celso Athayde e Luiz Eduardo Soares Parado aí, campeão, deixa eu te fazer uma pergunta: Você acredita no futuro do país? Crê que aquele cara que roubou seu tênis tem chance de se tornar um cidadão digno? Tem esperança de que as coisas vão melhorar e de que um político não corrupto assumirá nosso comando? De que o salário vai dar, que você vai superar, vai vencer e mudar? Se você respondeu que sim, campeão, está no caminho certo. “Por quê?”, perguntam os incrédulos pessimistas. “Não adianta ter esperança porque nada vai mudar. Temos que ser realistas!”, e essa frase torna a palavra “realista” um eufemismo para desesperado (entenda: sem esperança). A resposta é simples como um abraço: Quem tem esperança luta para que as coisas aconteçam. “Duvido!”, dirá um estudante de história baixo e gordinho no fim da sala: “Isso não ajuda em nada!”. A réplica vem com uma comparação que todos nós seremos fatalmente capazes de entender: Todos nós já jogamos algum esporte, ou ainda que nunca, já presenciamos partidas diversas e percebemos entre outras coisas o moral da equipe. Se nosso time está perdendo de quatro gols de diferença e eu desisti de vencer por completo, me entregando ao sabor de ser um saco de pancadas, meu time não pode mais contar comigo para a reação. Outrossim, (Uau! Que palavra linda!) se eu der meu sangue do início ao fim, sem me importar se perdemos de 100 gols ou se ganhamos pelo mesmo valor, serei um guerreiro da minha equipe trabalhando por ela até o fim. Desnecessário ressaltar que é mais digno o jogo disputado com garra até o término. Em todas as situações alguém precisará de nós para agirmos com raça e determinação, para darmos o melhor e para construirmos o futuro da nossa nação. Mas antes é preciso crer que podemos. Quem tenta pode ter uma chance em um milhão de conseguir, mas quem não tenta definitivamente não consegue. Nós podemos mudar sim, e a esperança e o otimismo não podem ser encarados como dons reservados a poucos, mas sim como dever e obrigação com a nossa pátria, nosso mundo e principalmente conosco mesmos. Se você acha que agüenta, campeão, se resta no seu peito um fugidio sopro de esperança, não deixa ele morrer. Vamos precisar muito disso. E se alguém tentar te derrubar, e dizer: “Você nunca vai mudar esse mundo sozinho!”, então tenha certeza de que tem pelo menos mais um contigo. _______________________
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Sonho impossível - Chico Buarque Sonhar mais um sonho impossível / Lutar quando é fácil ceder / Vencer o inimigo invencível / Negar quando a regra é vender/ Sofrer a tortura implacável / Romper a incabível prisão / Voar num limite improvável/ Tocar o inacessível chão / É minha lei, é minha questão/ Virar este mundo, cravar este chão / Não me importa saber / Se é terrível demais / Quantas guerras terei que vencer / Por um pouco de paz? / E amanhã se este chão que eu beijei/ For meu leito e perdão / Por saber que valeu / Delirar e morrer de paixão / E assim seja lá como for / Vai ter fim a infinita aflição / E o mundo vai ver uma flor / Brotar do impossível chão. / Sonhar mais um sonho impossível / Lutar quando é fácil ceder/

sábado, 26 de abril de 2008

"Maleducado"

E aí, campeão! Que saudade! Quanto tempo, né verdade! O que importa é que estamos de volta! E cheio de Novidades! Agora com fórum para você conseguir postar com calma, segurança e debater o assunto por um tempo a mais! Também e estamos com Colaboradores novos que estão aí escrevendo durante a semana dando ao blog mais assuntos e discussões! Não faz mais de um mês que saiu o resultado do ENEM, o Exame Nacional do Ensino Médio. Eu fiquei curioso pra ver quais as escolas que estavam bem e notei uma tônica: A Média das escolas públicas é trocentas mil vezes menor que as das escolas particulares o que, infelizmente, não nos causa espanto algum. Impressionante e triste como a educação pública caiu nas últimas décadas do século passado e vai a galopes em direção ao inferno. Como mais um setor de infra-estrutura do governo a educação vai bem ruim. Os motivos são muitos que vão da ordem física e filosófica. Eu credito o caos da educação hoje a dois grandes fatores. O primeiro e o mais gritante é o salário que se paga a Luz desse país e do mundo inteiro. A luz que eu me refiro são os professores. Hoje, quando você fala que vai ser professor parece até piada (E os autores desse blog que o digam!). Sem uma remuneração necessária que o governo paga na rede pública, ainda que lutem contra tudo, a inspiração caí e aliada a instalações precárias a arte de ensinar se torna uma batalha a cada dia. Outro problema é como a educação é encarada no país. Ainda é coisa secundária, coisa que só se faz quando “dá“. O trabalho infantil e a marginalidade atuam como impedimentos e a falta de incentivo faz com que a criança ou adolescente perca o interesse pela aprendizagem e ache que a escola é um lugar chato e desnecessário. O descaso do poder público também é evidente e o caos é reconhecido no próprio seio do governo. Há um tempo houve uma proposta do hoje Senador da República Cristóvão Buarque para que os filhos dos Deputados Federais estudassem na rede pública. Não preciso nem falar que foi barrada por um Montão a um montinho de votos, alegou que seria inconstitucional e haveria uma proibição da liberdade de escolha e tudo mais. Precisamos urgentemente de uma mudança e de uma ação para salvar a educação da república. Um programa de incentivo a aprendizagem e melhores condições de trabalho para os professores é fundamental, se não vai ficar nisso: O privado toma conta do que o público era pra cuidar e nossos pais e daqui a pouco nós (Você tá ficando velho campeão, segura aí) pagamos duas vezes por um mesmo serviço, uma quando comem nossos salários no imposto de renda e outra quando temos que tirar do nosso bolso pra ter uma educação digna! E o governo ainda me quer aumentar vaga de universidade e aumentar a quantidade de professores por vaga. O que é preciso não é tacar vaga avanço, como se fossem “tazos” ou saco de São Cosme e Damião e sim aumentar a base da criançada para que todos tenham iguais condições. Depois de essa medida ser tomar aí sim a educação superior terá de ser cuidado com o mesmo zelo. Aí sim teremos educação ao invés de vergonha. Texto no Fórum

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Mais “mas” do que “mais”

Alguém já parou para pensar na capacidade absurda que a música tem de informar (consciente ou inconscientemente)? Um dos maiores problemas no Brasil é a concentração do conhecimento, que é “elitizado”. Então, alguma importância a música pode ter em relação a isso junto com a educação, não? Mas... (infelizmente, pra se falar educação, se usa muito “mas”, quando deveria ser usado “mais”), um músico que queira fazer um trabalho sério, muitas vezes não é valorizado.

O jogo funciona como a maioria dos setores econômicos (dói ter que enquadrar a música em um setor econômico), o produto fica monopolizado pelas grandes gravadoras, que só querem usar o que for “comercial”, o Brasil está cheio de pessoas dispostas a ajudar, mas, como sempre, o dinheiro fala mais alto, e a ação dessas pessoas é minimizada a bem pouco. Se uma banda, por exemplo, faz um som não-comercial, não encontra gravadora disposta a investir, e sem gravadora, tem que suar muito pra conseguir espaço, ainda por cima esse espaço é muito limitado, porque o poder de influência das gravadoras é grande e elas são muito influenciadas pelos gigantes da economia, e o potencial da música fica mal aproveitado e “elitizado” (nooovamente). Uma das piores coisas que poderia ter acontecido foi a transformação de música em produto quase que exclusivamente comercial, e aconteceu.

Conhecimento tem preço? E a capacidade de passar esse conhecimento adiante, tem? Uma das saídas (meia boca, mas é) pode ser a internet, se você não mora na China, a internet ainda é um meio de comunicação que dá espaço a quem quer falar, por mais que seja difícil de ouvir através dela porque a quantidade de besteira e coisas fúteis, às vezes, acaba sufocando informação útil. Ela ainda é uma arma forte para evitar que o conhecimento se torne mais raro e consequentemente mais caro e de difícil acesso.

Com a música se tem capacidade para atingir um número muito grande de pessoas, portanto requer muita responsabilidade. O objetivo do músico é causar emoção, alegria, tristeza, indignação, seja ela qual for, a essas pessoas. E não necessariamente ele faz isso através de palavras, às vezes só a melodia, uma música instrumental, consegue emocionar mais do que uma letra cantada.

Faltam pessoas dispostas a sonhar! Os rótulos e preconceitos só dificultam a relação das pessoas com a música. Músico não é vagabundo! É um artista. Não é novidade a arte ser desvalorizada, principalmente no Brasil, mas sonhando se vai longe, principalmente quando se sonha em conjunto, quando se compartilha um desejo com mais alguém, esse sonho ganha mais força, mais consistência. E com a música fica mais fácil atingir esse conjunto.

Na situação em que tudo se encontra, fazer a sua parte é muito importante, mas levar mais pessoas com você, conscientizar quem está acostumado a simplesmente aceitar, é essencial.

Texto no Fórum

quarta-feira, 23 de abril de 2008

MacumbaProtestanteTaoísmoXamanistaCatólicoEspíritaJudeuIslamismoUmbandaHinduísmoCandombléIanismoXintoísmoBudismoAteuPagãoGnósticoeporaívai

A conversa de hoje é sobre religião, ou antes religiões... Ou o que der pra falar delas. Afinal, são mais de 33.000 crenças diferentes, espalhadas por todos os cantos do mundo e proferidas por grupos absurdamente diferentes! Então, as poucas reflexões (melhor seria se fosse um espelho) que se seguem se baseiam nos parcos conhecimentos adquiridos até então. Voilá! Intolerância é uma palavra forte e recorrente há muito tempo, não só em quesitos religiosos como em raciais, políticos, futebolísticos, bolinha de gudísticos, etc. Cada um tem uma opinião e não se conforma se o coleguinha do lado tem uma opinião diferente, ou seja, queremos que todos pensem como nós. O mais engraçado é que quando falamos de religião nós quase sempre pensamos da mesma forma, mas não sabemos disso! (não que sejamos burros, mas um fala Deus, o outro Allah, o terceiro O grande bode de ouro, e por aí vai – mas todos são Deus)

A primeira coisa que temos que admitir é que religião e movimento religioso são conceitos distintos. Definitivamente, a doutrina pregada por Jesus Cristo não dizia para queimar na fogueira aqueles que foram considerados hereges, o que não impediu a Igreja Católica (Veja bem: a instituição Igreja) de matar milhões de pobres coitados. Tampouco no Corão se encontra referência aos homens bomba ou à guerra santa, como a entendemos. O termo djihad significava a expansão e a divulgação do Islamismo... O problema foi o modo criado para fazer isso, né!

Invariavelmente, as religiões sérias (Peço licença para caracterizar determinadas religiões como não sérias, até porque os critérios para isso são bem relativos, mas você é capaz de abstrair) surgem de propósitos bons e úteis. Seja por uma revelação, por uma luta contra algo que não se concorda (vide protestantismo), por necessidades diferentes, e por aí vai. Imperativo considerar também que as crenças estão intrincadas com os costumes de quem as pratica, e a forma de compreender a religiosidade (Isso define a forma de agir do Movimento religioso) evolui com o tempo. Opa! Perdoe-me, leitor, se talvez fui eurocentrista e sem educação. Evolução é um péssimo conceito... Que tal “se modificam”? Até porque, é só lembrar de como era o cristianismo primitivo, muito mais puro do que qualquer, mas qualquer mesmo, segmento religioso dos dias de hoje.

Prestando um pouco de atenção, dá pra perceber que todas as crenças têm pontos em comum, seja na existência de Deus, na busca de algo a mais ou no direcionamento das vidas. Invariavelmente nos ligam com algo espiritual, uma essência que sobreexiste à carne e que pode voltar à Terra ou ter seu destino definido após a morte.

Seja como for, as doutrinas religiosas devem ser entendidas como caminhos. Todas elas são fantásticas em essência, mas já que o homem é um manézão, o que eles fazem das dotrinas pode não ser tão fantástico assim. Richar Bach, um pensador show de bola, abomina a religião organizada, mas não abre mão de sua religiosidade: estuda tudo o que pode e aproveita o melhor de cada uma. Um outro Richard, Richard Dawkings, argumenta que crer em algo é boçal, pois “O Zé crê na grande banana que só deixa ele sair de casa às sextas, mas o Juca crê no tomate da salvação que não o permite beber sexta e finais de semana. Logo, eles nunca bebem juntos por causa das crenças bobas que têm”. Religião é muito mais que isso. Religião é uma forma de se buscar. E se existem tantas, é porque tantos são os caracteres dos homens de hoje, e cada um merece encontrar o que precisa. É só saber procurar, meus caros.

sábado, 19 de abril de 2008

Olhas as novidades ae gente!!!!

E aí, campeão!!!!! Vou contar as novidades pra você, gente boa! Muita coisa mudou por aqui... até a equipe! Crescemos e tomamos o número de cinco. Cada um vai entrar num dia da semana, exceto domingo . Aos sábados, serei Eu falando sobre política desse Brasil! Na segunda ou na terça entrará o Waldyr pra falar de Filosofia, religião e sociologia. Quarta entra o João Paulo com o debate dos assuntos do cotidiano. Quinta é dia do outro Felipe, que vai falar de música( tema novo, aeeeee). Na sexta virá um antigo amigo que já esteve aqui, o Igor, que vai falar sobre política e assuntos internacionais!!! O blog deve entrar no ar de novo na quarta, com o jp!!! Bom é isso!!! Provavelmente chamaremos outro amigo para escrever na segunda para o Waldyr ficar só na terça. Mas isso é assunto pro futuro, por hoje é só =) Pra terminar queria postar uma letra de uma música MUITO boa que passa uma mensagem muito legal. Ela é do Detonautas, queme screveu foi o vocalista deles, Tico Santa Cruz, você pode escutar ela no myspace dos caras ( http://www.myspace.com/detonautas ). O nome dela é Oração do Horizonte. Oração do Horizonte Nós vivemos a verdade Que reluz no coração, Somos força e coragem Enfrentando a escuridão. E onde o amor for infinito Que eu encontre o meu lugar. E que o silêncio da saudade, Não me impeça de cantar. Talvez você me encontre por aí, E quem sabe a gente possa descobrir no amor Sonhos iguais, noites de luz Que os dias de paz estão em nós. Que o desprezo que nos cerca Fortaleça essa canção, E que o nosso egoísmo Se transforme em união. E onde o amor for inifito, Que eu encontre o meu lugar. E que o estorvo da maldade, Não me impeça de voar. Talvez você me encontre por aí E quem sabe a gente possa descobrir no amor Sonhos iguais, noites de luz Que os dias de paz estão em nós. A bondade é fortaleza, O amor tudo é capaz, E que a cegueira da certeza Não sufoque os ideais do amor... Muito show, né? Então é isso, Campeão! Muito Grato pela preferência =) Forte Abraço! F.M Equipe E aí, campeão!®

terça-feira, 15 de abril de 2008

E tudo novo... de novo.. mais uma vez =)

Aeeeeeeeee campeão!!! Tudo certo, gente boa? É o "E aí, campeão" Vai passar por mais uma reformulação!!! Agora teremos mais autores, mais conteúdos, mais assuntos e mais gente esquisita postando! Sábado, entra no ar o novo blog!!!! Aguarde ;] Felippe Miranda. ( Vamos acabar também com esses "nomes enigmáticos". )

quinta-feira, 6 de março de 2008

Mundo mundo vasto mundo....

O artigo de hoje é para aqueles que acham que nosso mundo está piorando em vez de melhorar! A corrupção é sinistra, a violência é o cão, a falta de vergonha na cara é maldita... Isso lá é bem verdade. O que a gente não pode pensar é que no tempo que passou era diferente e não havia nada disso, desprezando assim qualquer evolução que tenha tido a nossa cultura e nossos costumes com o passar do tempo! É verdade que muito trabalho intelectual que existia antes hoje não encontra par, ou que determinados governos e medidas do passado ultrapassam em muito a eficiência do presente... Mas vamos lembrar de algumas coisas que deixam claras as mudanças positivas pelas quais passou o globo: Há muito tempo atrás, tipo uns 3000 a.C, tinha uma civilização chamada Assíria, que matava seus oponentes com lanças enfiadas no tobas que rasgavam até a garganta. Todo mundo morria, e quem sobrevivia era vendido como escravo. Aliás, a venda de escravos de guerra não era monopólio assírio... pelo contrário! Era comum e normal. Todo mundo gostava de guerrear, e naquela época já tinha aquelas desculpas de “resguardar o territória nacional.” Roma virou gigante, e quem era cristão até 313 d.C. comia fogo ou era comido pelo leão Depois de 391 d.C. foi a vez dos pagãos serem perseguidos! Passaram a perseguir um depois do outro... Ai o tempo passou. Matar em praça com pedradas era normal, enforcar era tranquilo... As bruxas (What the hell!) viravam carvão e os “hereges” também. A desigualdade social era “legalizada”, já que quem nasceu pobre foi por vontade de Deus = .... A escravidão comia solta. Revoluções aqui e acolá, reformas e contra reformas, iluminismos que ficavam só nas palavras (isso a gente já conhece!) e revoluções industrias que enfiavam centenas de caboclinhos nas fábricas, incluindo mulheres e crianças, que trabalhavam de 14 a 18 horas por dia e ganhavam um peidinho, e como diria David Ricardo, só o necessário para sobreviver. Daí, enfim, começaram a agir. A escravidão passou a ser rechaçada (Mas a Mauritânia manteve ela legalizada até 1981, vejam, 1981!!!!!), começou a surgir o iniciozinho da preocupação social com Charles Fourier, Saint-Simon, Robert Owen e especialmente Karl Marx, o meio ambiente – antes sumariamente ignorado – passa a ser preocupação, o bem estar, a educação, a saúde... Ainda que não com a relevância que deveriam ter na pauta governamental, os governadores não comandam mais simplesmente para ter o poder e serem maiores – pelo menos espera-se que não. Já viram aquela propaganda da Futura? Aquela que fala da Joana D'Arc e mais um monte de gente, e no final diz algo do tipo “Que bom que a gente vive numa era em que podemos pensar livremente” - Apesar de nem todos gostarmos muito disso. Bem, antes de dizer que tudo está indo pras cucuias e que a próxima guerra vai destruir o mundo, lembre-se de que a primeira GM teve o motivo mais imbecil do mundo, e a segunda foi uma continuação. Lembre-se de que você podia ter dito que acreditava em Jesus e ter ido pra fogueira, ou ter ido pra fogueira por que não acreditava em Jesus. Lembre-se de que você ou seu amigo poderiam ser escravos, especialmente se fossem negros, num passado em que havia uma discriminação oficializada. Lembre-se que seu trabalhinho de 9 horas por dia não se compara ao das fábricas de tecidos de Manchester, na Inglaterra dos anos 1800. Afinal, vamos parar de reclamar e tentar fazer nossa parte direito!

sábado, 1 de março de 2008

Não lembrei do título....

E aí, campeão ;]

Tava escutando outro dia duas pessoas conversando sobre como os EUA são a personificação do Demônio. Fiquei ali por perto, papo vai, papo vem e o cara solta “Vê o Japão, por exemplo, um país desenvolvido e que nunca fez mal a ninguém“.

O tempo faz coisas incríveis, não é mesmo? Sementes viram árvores, pequenos fetos viram grandes homens, pessoas extremamente feias ficam bonitas, bonitas ficam feias, a única coisa que num muda é o Brasil. O tempo muda até a história e os dogmas também.

Se você falasse pra qualquer pessoa do séc. XVIII que o EUA são uma potência que come criancinhas, porcos capitalistas e todo esse papo provavelmente o cara ia rir, te chamar de louco e ainda ia dizer com todas as letras que os EUA são a prova da luta contra o sistema que nos sufoca UUUUUURRAAAAAAA.

Isso aconteceria porque na época os Estados Unidos elaboraram uma constituição que promovia a igualdade, lutaram contra o Reino Unido pela sua liberdade, aboliram a escravidão, medidas que ficaram soterradas na história pelas n! tsunamis de merda dos governos americanos. Por outro lado, o Japão foi uma potência imperialista que invadiu a China, tomou a Coréia, enfim, Atos que foram esquecidos quando a bomba atômica caiu lá e fez o Japão de coitado.

É fato que o tempo presente influência demais na opinião que o povo tem sobre certo país. Um exemplo claro que temos são os EUA. No tempo do Clinton, que tinha uma política altamente diplomática com a mediação dos conflitos na Irlanda do Norte, na Faixa de Gaza e Cisjordânia além da redução da venda de armas etc e tal. A imagem de País imperialista maldito e demoníaco que vinha durante anos foi reduzida. Porém, com a Volta do Bushinho, seguindo o hobby da família de caçar árabe, a imagem deteriorada voltou e até piorou.

Com as eleições que tão chegando aí se a Clinton de saia ganhar eu não sei, mas se Obama tomar conta da sala oval e conseguir uma reeleição (A coisa mais fácil do mundo em qualquer sistema democrático do planeta terra) eu aposto o que vocês quiserem que em uns oito anos essa imagem que temos dos EUA hoje vai ta mil vezes melhor.

Isso já aconteceu em vários lugares. Se você parar pra pensar vai achar centenas de exemplos em centenas de lugares diferentes.

O Brasil é um exemplo clássico disso. As memórias políticas aqui têm um prazo de validade quase que instantâneo. O governo FHC segurou uma inflação que quem estuda um pouco de economia parece que foi milagre, O governo Lula fez crescer a economia de uma maneira que poucas vezes foram vistas e ainda conseguiu acumular crédito pra pagar a dívida. Mas o povo lembra é que o FHC vendeu a mãe dele pros gringos e que o Lula não acerta a concordância de NENHUM verbo, o que realmente chega a ser passível de lembranças.

A memória histórica do mundo é muito curta. Exemplo disso é aquele lugar do mundo em que uns cinqüenta políticos roubaram quantias pornográficas, assumiram perante o país e depois de alguns meses fizeram música no natal... Mas provavelmente ninguém também se lembra disso, então ta tudo certo. Ah e mais uma coisa.....

...Esqueci.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Eu não costumo ler os artigos grandes desse blog porque me dá uma preguiiiiiça...

Desculpe o atraso na data da postagem.... E não prometo que isso não se repetirá, mas prometo que vou me esforçar =) PÉÉÉÉÉÉÉ!!!! PÉÉÉÉÉÉÉ!!!! Cuidado! Os alarmes soam ensurdecedoramente. Nossos níveis de descaso cultural beiram perigosamente a mediocridade. Campeão, quantos livros você lê por ano? É isso aí, campeão. Vamos falar de leitura. Você lê muito ou apenas o que está escrito neste e em outros blogs? Lê Eça de Queiroz, Dan Brown ou Capricho? Afinal, o que você lê? Bem, eu estou certo de que você lê mais do que a maioria. A fantástica média brasileira de livros, alcançada por poucos e esmerada por menos ainda é de 1 a 2 livros por ano – algumas pesquisa dizem 1,5; 1,8, 1... - ou seja, um livro por semestre! Dessa vez, nem adianta comparar com outros países e ver como estamos baixo (Os americanos lêem em média 4 livros por ano e os franceses, 11), até porque a maioria dos outros países também não é de grandes leitores. A comparação deve ser feita de pessoa a pessoa, analisando seus hábitos. Tenho amigos que lêem 12, 18, 15 livros por ano. Tenho amigos que leriam -1 se fosse possível. O que causa isso? Falta de aptidão para a leitura? Ausência de incentivo? Inexistência de títulos adequados ou alto preço dos livros? Como saber! O fato é que a história é a mesma: quanto mais pobres, maior a dificuldade de encontrar leitores. “Ah, eu conheço um moleque que mora num barraco e lê quarenta livros por ano”, você pode dizer. Mas a periclitante verdade não dá voltas. Quanto menor a condição financeira, menor o incentivo à leitura e menor acesso aos livros tem o sujeito. A leitura é uma arma contra a alienação, dominação, desvario, convulsões íntimas. Abre as portas para o mundo lá fora e para o nosso mundinho interior. Quando você lê, tem noções apropriadas de milhares de coisas, como política, história e filosofia. Você enxerga de outras formas acontecimentos verdadeiros e passa a interpretar pessoalmente os acontecimentos fictícios. O senso crítico começa a piscar e você para de engolir qualquer coisa. E quem nunca leu um livro com um personagem que você viu e falou: “Putz, esse cara é igualzinho a mim!”. São possibilidades infinitas na literatura. Desde Crônicas de Nárnia a O Universo Numa Casca de Nós, de Paulo Coelho a Dostoievski, de Capricho a Scientific American, todas as leituras nos oferecem alguma coisa positiva – a começar pelo abrir da cabeça e se inteirar do hábito de ler. Só não pode ficar parado! Ler só Mônica dos 8 aos 40 anos é sacanagem! Por isso campeão, eu faço um apelo. Eu sei que você é um leitor. Por isso, vamos ajudar a incentivar quem não é. Se você lê livros, sabe como faz bem... Então pra aquele seu amigo que lê pouco ou nada, dá um livro lindo de aniversário! Aquele colega do colégio, leva um livro emprestado pra ele e fala “Poxa, lembrei de você quando li!”. Conversa com quem não gosta de ler e descobre por que, o que falta, o que você pode fazer pra ajudar. Isso é fazer um mundo melhor. Agora, se você ainda não é um leitor, campeão, mexe essa bunda da frente do computador. Se tu tem tempo de saracotear nos blogs, ficar sem ler livros é cara-de-pau!! Missão pra você, campeão. Missão. Quem lê ajuda o mundo a crescer.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Pesquisa de opinião

E aí, moçada! Queremos fazer um blog cada vez mais interessante, então botamos essa pesquisa aí do lado. Você pode dar sua opinião e marcar masi de uma opção. Gostaríamos muito da colaboração de todos =) Aproveita e comenta ali embaixo ;) Abraços! Equipe E aí, Campeão!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Cuba'lançou

Aeeeee =)

Campeões, nós voltamos! Tavamos com saudade!

Depois de um longo tempo sem escrever estamos voltando com as postagens, toda quarta e domingo, sem falta, e se a inspiração bater, textos anexos vão ser postos ali no cantinho.

Rapaz, o mundo tá mudando. A china comemorou o ano novo com os ocidentais, um negro ou uma mulher está a caminho da casa branca, acabaram com aquela piadinha sem-vergonha de “E se eu tirar de lá de dentro, kosovo?”, mas sem dúvida alguma, a notícia que evidencia mais a mudança das velhas histórias é que Fidel Alejandro Castro Ruz não é mais o ditador de Cuba.

E demorou. Quarenta e nove anos no poder, campeão, é muito tempo. Fazendo comparações, o cara ganharia até de São Pedro. Pedro ficou 33 anos como papa, é o papado mais longo da história... Grandes imperadores romanos duravam vinte e cinco anos... Igual a ele só D. Pedro II, mas foi no Brasil e lá vale tudo mesmo...

O problema agora não é o passado e sim o futuro. A imagem de Fidel representava um carimbo: “Comunista até a pleura”. Fidel representava o socialismo lá implantado. E agora sem Fidel? Bom, difícil saber se o partido vai se perpetuar no poder ou não, o fato é que sem Fidel talvez o povo cubano, principalmente os cubanos de Miami, caiam na real.

É no mínimo complicado viver em Cuba. O relato daqueles caras que fugiram de lá e agora tocam a musica deles lá em Pernambuco mostra no que cuba se tornou: Um mercadinho com tudo em falta. Segundo eles, cada cubano tem sua cardenetinha e tem lá “X ovos; X rolos de papel higiênico; X sacas de pão“. Você só pode levar “x” e nada mais, fora que ele disseram que carne bovina é de vez em nunca, o que rola é de vez em quando um franguinho. Magro.

Sem tirar o Mérito de Fidel, Cuba tem um dos melhores sistemas de saúde do mundo, vitrine pro mundo. Fidel conseguiu tirar cuba da crise do petróleo de 73 e incrivelmente conseguiu segurar o comunismo em Cuba depois que dezenas de países o aboliram(E sem a disciplina do povo chinês que também ainda se vestem de vermelho) e também, com um talento pro comando visível, tirar Che de Cuba depois daquela frase show de bola dos fuzilamentos.

O povo cubano vive no atraso de uma economia pobre que também não tem pra onde correr já que sofre embargo dos EUA. O próximo governo de Havana já entra com um pepino de Itu na mão. Entra com a principal missão de tirar cuba da estagnação, do atraso e do embargo. Ou seja, fazer o improvável já que os EUA falaram que o embargo irá sobreviver a essa passagem do poder. Em Miami já saíram às ruas os cubanos que lá se refugiam e querem o fim da revolução.

O mundo teme uma “anti-revolução”, sacaram? Cubanos insatisfeitos, porém orgulhosos de seu pais, conseguem mobilizar a população, e aí pronto, Vai ter o pessoal pró Foice, vai ter também os contra Foice e isso resulta em um choque. Se isso vai acontecer ou não, sabe-se lá, mas é a possibilidade que mais assusta.

Pelo visto os cubanos são como um povo que eu conheço. Sofrem com um governo que os pega pelo pé, que não dá apoio, que apunhala pelas costas, mas que apesar de tudo acreditam em um futuro melhor, em uma solução... Ainda que improvável...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

UM PEQUENO PASSEIO PELAS POTENCIALIDADES HUMANAS

O homem é os ser mais capaz desse planeta. Ele pode pensar, é um indivíduo complexo cheio de intrincados padrões psicológicos, é o único animal que joga no bicho e que fica maluco. Hoje em dia nós temos um determinado padrão cultural, social e mais um monte de al, mas os padrões mudam de tempos em tempos. Infelizmente, parece que o homem tem o dom de arrumar desculpas e esquecer os dons e capacidades que tem. Vamos dar uma olhadinha? Inegavelmente, a sociedade vem evoluindo ao longo da história. Depois que a agricultura foi descoberta lá pelos 8000 a.C., todos tiveram que aprender a viver em sociedade, e alguns começaram a despontar e mostrar o quanto sabiam. Nos séculos V e IV a.C. A civilização grega vivenciou seu apogeu. Sócrates, Platão e Aristóteles lançaram bases filosóficas e científicas que modificam tudo que veio a partir daí, e que a maioria de nós reles mortais ainda não compreende. O conhecimento era uma coisa única, e estudar anatomia e música eram de igual prioridade. Mais ou menos por aí, trezentos anos antes ou depois, alguns já provavam que a terra era redonda e calculavam seu raio, e outros escreviam as maiores narrativas épicas da humanidade. A música erudita teve seu despontar lá pelo barroco. Depois disso veio um tal de Mozart, que tinha em seu primeiro conserto cinco anos. E Beethoven, que ficou surdo no meio da vida e continuou com a carreira. Ah! E tem um pianista BRASILEIRO, um dos pouquíssimos capaz de tocar toda a obra de Bach, que toca dezenas de teclas por segundo. Mesmo. Havia no japão antigamente espadachins capazes de abater andorinhas em pleno vôo. E de derrotar dezenas, eu disse dezenas de combatentes sozinho. Juro que não estou inventando. Isso é história. E por falar em história, vocês se lembram de Alexandre, o Grande? Da Macedônia à Mesopotâmia, passando pelo Egito... em 13 anos de conquistas apenas. Leonardo da Vinci era: Pintor, escultor, inventor, escritor, maluco, e dizem alguns que ele ainda arrumava tempo pra comandar uma Ordem que escondia o corpo de Maria Madalena. Sabem o Halley? Aquele que descobriu o cometa? Pois é. Ele não descobriu não. Na verdade, ele foi o primeiro a traçar a trajetória de um cometa, que antes era considerado uma pedrinha que passa e não volta mais. Seu sonho era pegar a cadeira de astronomia de uma faculdade aí, mas acabou pegando a de geometria. Escreveu sobre história, geografia, biologia (marinha) e mais um monte de coisas que nem se imagina. Ah! Sabe o Principia, a bíblia da física escrita por Isaac Newton? Pois é. Newtinho tava pobre, então o Halley pagou a publicação. Fernando Pessoa tinha 72 heterônimos. O que é isso? Ele escrevia como 72 pessoas diferentes. Um dos mais famosos, Alberto Caeiro, foi escrito totalmente em seis horas apenas – Uma obra poética inteira em seis horas. Se for pra falar de pessoas fenomenais, há uma lista imensa. Ghandi, Einstein, Joana D'arc, Martin Luther King, Michelangelo, Rafael, Shakespeare, Dante Alighieri, Cervantes, Esopo, Galileu, Francisco de Assis, e infinitos outros que não cabem aqui. Que mensagem que fica? O ser humano é maravilhoso. Tudo depende das escolhas que fazemos. Da próxima vez que você for dizer que não consegue antes de tentar, lembre-se disso.