quarta-feira, 23 de abril de 2008

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A conversa de hoje é sobre religião, ou antes religiões... Ou o que der pra falar delas. Afinal, são mais de 33.000 crenças diferentes, espalhadas por todos os cantos do mundo e proferidas por grupos absurdamente diferentes! Então, as poucas reflexões (melhor seria se fosse um espelho) que se seguem se baseiam nos parcos conhecimentos adquiridos até então. Voilá! Intolerância é uma palavra forte e recorrente há muito tempo, não só em quesitos religiosos como em raciais, políticos, futebolísticos, bolinha de gudísticos, etc. Cada um tem uma opinião e não se conforma se o coleguinha do lado tem uma opinião diferente, ou seja, queremos que todos pensem como nós. O mais engraçado é que quando falamos de religião nós quase sempre pensamos da mesma forma, mas não sabemos disso! (não que sejamos burros, mas um fala Deus, o outro Allah, o terceiro O grande bode de ouro, e por aí vai – mas todos são Deus)

A primeira coisa que temos que admitir é que religião e movimento religioso são conceitos distintos. Definitivamente, a doutrina pregada por Jesus Cristo não dizia para queimar na fogueira aqueles que foram considerados hereges, o que não impediu a Igreja Católica (Veja bem: a instituição Igreja) de matar milhões de pobres coitados. Tampouco no Corão se encontra referência aos homens bomba ou à guerra santa, como a entendemos. O termo djihad significava a expansão e a divulgação do Islamismo... O problema foi o modo criado para fazer isso, né!

Invariavelmente, as religiões sérias (Peço licença para caracterizar determinadas religiões como não sérias, até porque os critérios para isso são bem relativos, mas você é capaz de abstrair) surgem de propósitos bons e úteis. Seja por uma revelação, por uma luta contra algo que não se concorda (vide protestantismo), por necessidades diferentes, e por aí vai. Imperativo considerar também que as crenças estão intrincadas com os costumes de quem as pratica, e a forma de compreender a religiosidade (Isso define a forma de agir do Movimento religioso) evolui com o tempo. Opa! Perdoe-me, leitor, se talvez fui eurocentrista e sem educação. Evolução é um péssimo conceito... Que tal “se modificam”? Até porque, é só lembrar de como era o cristianismo primitivo, muito mais puro do que qualquer, mas qualquer mesmo, segmento religioso dos dias de hoje.

Prestando um pouco de atenção, dá pra perceber que todas as crenças têm pontos em comum, seja na existência de Deus, na busca de algo a mais ou no direcionamento das vidas. Invariavelmente nos ligam com algo espiritual, uma essência que sobreexiste à carne e que pode voltar à Terra ou ter seu destino definido após a morte.

Seja como for, as doutrinas religiosas devem ser entendidas como caminhos. Todas elas são fantásticas em essência, mas já que o homem é um manézão, o que eles fazem das dotrinas pode não ser tão fantástico assim. Richar Bach, um pensador show de bola, abomina a religião organizada, mas não abre mão de sua religiosidade: estuda tudo o que pode e aproveita o melhor de cada uma. Um outro Richard, Richard Dawkings, argumenta que crer em algo é boçal, pois “O Zé crê na grande banana que só deixa ele sair de casa às sextas, mas o Juca crê no tomate da salvação que não o permite beber sexta e finais de semana. Logo, eles nunca bebem juntos por causa das crenças bobas que têm”. Religião é muito mais que isso. Religião é uma forma de se buscar. E se existem tantas, é porque tantos são os caracteres dos homens de hoje, e cada um merece encontrar o que precisa. É só saber procurar, meus caros.

7 comentários:

Luiz Carlos disse...

Boa discussão!!!!!!!

religião... mt polêmico, mas devemos discutir...

Hoje, há 33000 religiões, dessas acredito que nem a metade poderia se enquadrar no quesito sério...

a maioria não passa de seitas ou organizações com fins lucrativos (e como... dá pra se criar um império das telecomunicações em ascenção), mas esse é o futuro do mundo, a cada dia que passa, as pessoas querem mais dinheiro e a "religião" tem se mostrado uma forma mt eficaz para conseguí-lo...

fazer o q??
se quiser se vincular a alguma igreja, escolha uma séria e depois não reclame!!!!!

kkkkkkkkkkkkkkkk

Kas. disse...

Não é estranho, que o catolicismo, o islamismo, o hinduismo e por ai vai, tenham sido criado em lugares diferentes, em épocas diferentes e por pessoas totalmente diferentes?
Uma vez eu discuti sobre isso com um amigo e ele me falou uma coisa que me pareceu (e ainda parece) muito certa! Porém não absoluta! O ser humano necessita acreditar em alguma coisa! O ser humano odeia a duvida.
Então quando o primeiro primata com inteligência (não sei os termos em latim =P) se perguntou o que aconteceria com ele depois que morresse e se viu sem resposta, resolveu compartilhar e todos ficaram com duvidas, até que o manda chuva da tribo que tomava chá de cogumelo (sim provavelmente o mesmo chá que a playboyzada toma antes de ir pra rave/ e sim o lance do cha de cogumelo é provado pelos historiadores) falou: "ai galera, eu tava la tomando meu chazinho de "cogu" ai me veio umas imagens das pessoas da nossa tribo que já morreram e falaram que existe vida após a morte e que o sol, a lua e os elementos da natureza são deuses". Fatos desses foram relatados por uma porção de historiadores, obviamente não desse jeito, mas enfim. De uma religião pagã pro cristianismo, catolicismo e outros ismos que a gente conhece foi um pulo...
Concorda comigo que se existisse vida após a morte e reencarnação a nossa vida não teria sentido? Entende? Porque eu tenho que construir laços de amizades, trabalhar, ganhar dinheiro, me sustentar, criar uma familia e tudo mais se eu posso fazer isso em outra vida? É meio contraditório...
Eu acredito que depois que você morre, simplesmente acaba. Você constrói os laços de amizade e todo resto pra fazer a sua vida valer a pena, já que você não irá ter outra. Isso não é vídeo game...
Mas enfim, àqueles que ainda querem acreditar, um recado: questionem, porque religião que não é questionada vira uma grande arma alienadora!

Felippe Miranda disse...

Acho que o Bom Senso é um grande amigo nessas horas.

Eu tenho formação católica, sou católico, pratico o catolicismo e tudo mais. Todavia, eu não acredito em 100% do que o catolicismo prega.

Acho que você deve fazer um análise do que realmente é Deus pra você e procurar a religião que mais se aproxima disso ou ficar independente de religiões e cultos e ter fé somente no que se acredita.

Na minha opinião a fé é quase como uma grande roda que nos move. Mesmo aquele que não acredita em nenhum Deus se pega nesse sentimento pra arranjar explicações e razões para a vida.

A fé serve como apoio e rumo, como se fosse um base que suporta a gente.

Cada um deve seguir e praticar aquela que mais gosta, sem preconceitos e radicalismos.

Bonzo Takuan disse...

Bom dia!

Agradeço os comentários e as visistas, e queria fazer um comentário com respeitoi ao que disse o Kas. Sim, realmente é esquisito as religiões terem sido criadas em diversos pontos do planeta por pessoas diferentes e tal. Tenho um professor que fala que a maior frustração do ser humano é saber que vai acabar, por isso todas essas coisas foram criadas como forma de fugir ao nosso derradeiro fim... Bem, eu sou espírita. Você disse que com reencarnação ou vida após a morte não tem graça, mas eu acredito no contrário. A graça da vida está em saber que ela continua, e as maravilhas que passamos vão se repetir. os gregos criam na reencarnação, mas como uma maldição: Um retorno moroso (e infinito) ao corpo sem graça. Para nós, espíritas, a reencarnação é uma benção e não continua para sempre. Pode ter certeza que não estou te criticando, estou apenas lançando minha opiniãozinha, mas você está certo em concitar-nos ao questionamento. Sem questionamenteo, também não tem graça.

Um detalhe: Os gregos acreditavam em nove musas das artes, entre elas uma para a astronomia, história, poesia, etc. Os índios tupi-guaranis, sem possibilidade de acesso à cultura grega, criam em sete deusas da ciência e arte, tais como história, astronomia, poesia...

Na minha opinião, o fato de as religiões serem tão próximas e tão distintas, e terem surgido de tantos ligares do mundo só corrobora com o fato de que existe algo por trás de tudo!

Abraço!

Luiz carlos disse...

Eu acho que não se deve ficar desenvolvendo teorias e explicando doutrinas sobre a sua própria religião, pq esse não é o objetivo do blog...

se queres aprender sobre o cristianismo, leia a bíblia, sobre o espiritismo, leia o livro do espíritos, sobre o islamismo, leia o alcorão...

a discussão não é qual é melhor e qual está certa, mas sim a falta de tolerância religiosa das pessoas e as picaretices que aparecem por aí...

é isso que eu acho

Felippe Miranda disse...

Bom é que nos comments eu posso dar minha opinião =)

Pô, quando se trata de religião eu penso de um jeito muito próprio.

Como já falei, eu num levo todos os dogmas e caminhos do cristianismo para a minha vida. Eu tiro o que é bom pra mim, o que eu acredito ser certo e legal, e o que não é legal eu respeito mas não ligo. Não me entendam como uma herege que faz sua religião, só pega a coisa boa e num liga para as penitências e tudo mais, não é isso! hauahuahuaa

Eu só acho que a religião quando levada cegamente ou quando posta totalmente de lado leva a pessoa a um conformismo ou uma revolta com tudo. São dois lados distintos de uma mesma moeda.

Volto a repetir, para mim fé é um suporte, uma base que te sustenta nos caminhos complicados e que você deve sempre manter ela bem cuidada, com um bom cuidado para que ela sempre fique ali do seu lado.

Como optei por uma religião diferente dos meus pais aprendi a respeitar qualquer uma, tenho minhas opiniões, claro, mas respeito todas.

O único cuidado que se deve tomar é não se deixar levar e usar a religião como unica verdade.

Felipe disse...

Acho que religião é um ponto muito delicado de se discutir, porque é uma coisa muito pessoal e de definição muito variada. É complicado você dizer para uma pessoa que acredita em uma coisa a vida inteira que ela está acreditando em uma mentira. Acho que pra tocar nesse assunto tem que ser com muito cuidado...

Bom, eu sou católico. E por ser religião um assunto pouco discutido, tenho que assumir que tenho preconceitos, e desconheço muita coisa sobre as outras religiões, mas num queria botar em questão qual religião é melhor, como eu disse, acho pessoal.

Eu acho a religião, seja ela qual for, de extrema importância, porque antes de se alcançar harmonia num grupo, as pessoas tem que ter o mínimo de autoconhecimento e autocontrole.
Acho que a maioria das religiões tem essa capacidade e esse objetivo, de alcançar paz, mesmo que em alguns casos se tente alcançar essa paz através de meios "questionáveis", uma visão meio maquiavélica da vida.

O problema é religiões diferentes conviverem em paz, sem tentar sobrepor a outra, e respeitando o espaço de cada uma. Devemos enxergar essa variedade toda não como diferença e sim como uma coisa boa, que permite maior troca de informações e experiências. Esse intercâmbio religioso só tem a acrescentar às pessoas.

Concordo que se deve questionar, mas eu acho que as pessoas devem começar questionando a si, não começar pelas crenças "dos outros" e esquecer de questionar a sua própria. Não esqueça que pra outra pessoa, a sua crença também pode ser "dos outros".
Eu sou católico e não concordo com algumas coisas que a Igreja diz, principalmente a parte dela que insiste em ser conservadora. Todo o resto se transforma, a religião não pode ser uma coisa tão estática, sem flexibilidade. E as pessoas que acreditam nessa religião não podem aceitar sem questionar também.

Mas essa capacidade de questionar de cada um tem que ser desenvolvida. Será que a educação no Brasil, por exemplo, tem esse objetivo? Educar as pessoas para serem críticas e ensinar a questionar? Parece que não...

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