quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Nem só de Big Stick's e Tomahawks

Venhamos e convenhamos que hoje vivemos em um mundo assustadoramente igual. A “tendência” da moda, os filmes, e até os valores estão se tornando os mesmos. Esse fenômeno, a globalização, nome que atualmente se repete mais que ladainha, dá um formato para o mundo e confere a certos países um “poder” extremamente importante que se bem aproveitado, e geralmente o é, firma as bases para diversas ações.

Quem mais se aproveita dessa situação são os EUA. Considerados hegemônicos no mundo, “aquele-que-não-deve-ser-enfrentado”, assusta e impressiona com os seus números de tropas, armamento e investimento militar. Há um verdadeiro pavor do poderia norte-americano, um pavor totalmente cabível já que o planejamento financeiro para a “defesa” chegando em 2006 a US$ 529 bilhões, maior que o PIB de diversos países.

É errado, em minha opinião, falar que “hoje se vive o sonho do “american way of life””. Na verdade, sempre se viveu. Quando digo sempre, falo desde que ele foi exportado para todo o mundo em forma de filme, música, vestuário e ideologia. Há uma avalanche de “metas e ideais” importados que acabam por envolver as pessoas dando a impressão de que aquilo, a diretriz norte-americana é a certa.

Quando paramos pra pensar, o caráter hegemônico dos EUA é extremamente reforçado pelos seus “pacotes” e durante muitos anos não foram sequer questionados a nível mundial. Esse fato só ocorreu graças a política megalomaníaca e unilateral do Governo Bush que apavorou o mundo em suas diversas ações.. Digamos... Com origem de causa duvidosa.

Temos que ver também que existe uma grande “manipulação” nos tratados de comércio e segurança, como o clássico Tratado de Não-Proliferação de Armas Atômicas em que eles defenderam a permanência de quem tinha ( Eles e mais alguns países) e a interrupção dos outros. Há uma constante “manutenção do velho” em prol dos estado-unidenses.

Fica claro perceber que a hegemonia norte-americana vai muito mais além do seu poderio militar. Ela é reforçada pela sua indústria cultural e social, além do seu grotesco poder político. Acaba se criando um ciclo vicioso para eles, já que o poder deles é reforçado pela própria manipulação que gera mais e mais poder entrando em uma fase de Status Quo.

Fiz questão de por algumas palavras entre aspas porque fiquei com medo de parecer adepto da idéia, que eu abomino veementemente, de “sistema imperialista comedor de criancinha”. As ações norte-americanas são fruto da sua história e na crença infeliz do “destino manifesto” e todo esse desenrolar. Acreditar que os estado-unidenses são “maus por natureza” é quase uma teoria ideológica hoje em dia.

Temos que observar de fato todos os aspectos da “dominação” (fica menos radical que “manipulação” e mais realista do que ”administração”) hegemônica cultural e política dos EUA, além da militar e encará-la não com um estado de natureza, mas sim como um fato passível de mudança e, quem sabe um dia, reversão.

2 comentários:

Luiz Carlos disse...

Oi!!!

Dá uma olhada lá no meu blog, tem prêmio pra você!!!

Prêmio dardos!
Parabéns...

Dias disse...

Então... A questão hegemônica dos EUA sempre esteve no "está para acabar", mas na verdade nunca acabou mesmo com bolhas de casas estourando =). Será que com China, Rússia, Brasil e índia, um novo "tijolo" pode quebrar a "janela" hegemônica dos EUA?? Sendo bem clássico: Só o tempo dirá. =)