quarta-feira, 30 de abril de 2008
In Formação (d)e Opinião
terça-feira, 29 de abril de 2008
A Esperança como Dever
sábado, 26 de abril de 2008
"Maleducado"
E aí, campeão!
Que saudade! Quanto tempo, né verdade!
O que importa é que estamos de volta! E cheio de Novidades! Agora com fórum para você conseguir postar com calma, segurança e debater o assunto por um tempo a mais! Também e
estamos com Colaboradores novos que estão aí escrevendo durante a semana dando ao blog mais assuntos e discussões!
Não faz mais de um mês que saiu o resultado do ENEM, o Exame Nacional do Ensino Médio. Eu fiquei curioso pra ver quais as escolas que estavam bem e notei uma tônica: A Média das escolas públicas é trocentas mil vezes menor que as das escolas particulares o que, infelizmente, não nos causa espanto algum. Impressionante e triste como a educação pública caiu nas últimas décadas do século passado e vai a galopes em direção ao inferno. Como mais um setor de infra-estrutura do governo a educação vai bem ruim.
Os motivos são muitos que vão da ordem física e filosófica. Eu credito o caos da educação hoje a dois grandes fatores. O primeiro e o mais gritante é o salário que se paga a Luz desse país e do mundo inteiro. A luz que eu me refiro são os professores.
Hoje, quando você fala que vai ser professor parece até piada (E os autores desse blog que o digam!). Sem uma remuneração necessária que o governo paga na rede pública, ainda que lutem contra tudo, a inspiração caí e aliada a instalações precárias a arte de ensinar se torna uma batalha a cada dia.
Outro problema é como a educação é encarada no país. Ainda é coisa secundária, coisa que só se faz quando “dá“. O trabalho infantil e a marginalidade atuam como impedimentos e a falta de incentivo faz com que a criança ou adolescente perca o interesse pela aprendizagem e ache que a escola é um lugar chato e desnecessário.
O descaso do poder público também é evidente e o caos é reconhecido no próprio seio do governo. Há um tempo houve uma proposta do hoje Senador da República Cristóvão Buarque para que os filhos dos Deputados Federais estudassem na rede pública. Não preciso nem falar que foi barrada por um Montão a um montinho de votos, alegou que seria inconstitucional e haveria uma proibição da liberdade de escolha e tudo mais.
Precisamos urgentemente de uma mudança e de uma ação para salvar a educação da república. Um programa de incentivo a aprendizagem e melhores condições de trabalho para os professores é fundamental, se não vai ficar nisso: O privado toma conta do que o público era pra cuidar e nossos pais e daqui a pouco nós (Você tá ficando velho campeão, segura aí) pagamos duas vezes por um mesmo serviço, uma quando comem nossos salários no imposto de renda e outra quando temos que tirar do nosso bolso pra ter uma educação digna!
E o governo ainda me quer aumentar vaga de universidade e aumentar a quantidade de professores por vaga. O que é preciso não é tacar vaga avanço, como se fossem “tazos” ou saco de São Cosme e Damião e sim aumentar a base da criançada para que todos tenham iguais condições. Depois de essa medida ser tomar aí sim a educação superior terá de ser cuidado com o mesmo zelo.
Aí sim teremos educação ao invés de vergonha.
Texto no Fórum
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Mais “mas” do que “mais”
Alguém já parou para pensar na capacidade absurda que a música tem de informar (consciente ou inconscientemente)? Um dos maiores problemas no Brasil é a concentração do conhecimento, que é “elitizado”. Então, alguma importância a música pode ter em relação a isso junto com a educação, não? Mas... (infelizmente, pra se falar educação, se usa muito “mas”, quando deveria ser usado “mais”), um músico que queira fazer um trabalho sério, muitas vezes não é valorizado.
O jogo funciona como a maioria dos setores econômicos (dói ter que enquadrar a música em um setor econômico), o produto fica monopolizado pelas grandes gravadoras, que só querem usar o que for “comercial”, o Brasil está cheio de pessoas dispostas a ajudar, mas, como sempre, o dinheiro fala mais alto, e a ação dessas pessoas é minimizada a bem pouco. Se uma banda, por exemplo, faz um som não-comercial, não encontra gravadora disposta a investir, e sem gravadora, tem que suar muito pra conseguir espaço, ainda por cima esse espaço é muito limitado, porque o poder de influência das gravadoras é grande e elas são muito influenciadas pelos gigantes da economia, e o potencial da música fica mal aproveitado e “elitizado” (nooovamente). Uma das piores coisas que poderia ter acontecido foi a transformação de música em produto quase que exclusivamente comercial, e aconteceu.
Conhecimento tem preço? E a capacidade de passar esse conhecimento adiante, tem? Uma das saídas (meia boca, mas é) pode ser a internet, se você não mora na China, a internet ainda é um meio de comunicação que dá espaço a quem quer falar, por mais que seja difícil de ouvir através dela porque a quantidade de besteira e coisas fúteis, às vezes, acaba sufocando informação útil. Ela ainda é uma arma forte para evitar que o conhecimento se torne mais raro e consequentemente mais caro e de difícil acesso.
Com a música se tem capacidade para atingir um número muito grande de pessoas, portanto requer muita responsabilidade. O objetivo do músico é causar emoção, alegria, tristeza, indignação, seja ela qual for, a essas pessoas. E não necessariamente ele faz isso através de palavras, às vezes só a melodia, uma música instrumental, consegue emocionar mais do que uma letra cantada.
Faltam pessoas dispostas a sonhar! Os rótulos e preconceitos só dificultam a relação das pessoas com a música. Músico não é vagabundo! É um artista. Não é novidade a arte ser desvalorizada, principalmente no Brasil, mas sonhando se vai longe, principalmente quando se sonha em conjunto, quando se compartilha um desejo com mais alguém, esse sonho ganha mais força, mais consistência. E com a música fica mais fácil atingir esse conjunto.
Na situação em que tudo se encontra, fazer a sua parte é muito importante, mas levar mais pessoas com você, conscientizar quem está acostumado a simplesmente aceitar, é essencial.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
MacumbaProtestanteTaoísmoXamanistaCatólicoEspíritaJudeuIslamismoUmbandaHinduísmoCandombléIanismoXintoísmoBudismoAteuPagãoGnósticoeporaívai
A primeira coisa que temos que admitir é que religião e movimento religioso são conceitos distintos. Definitivamente, a doutrina pregada por Jesus Cristo não dizia para queimar na fogueira aqueles que foram considerados hereges, o que não impediu a Igreja Católica (Veja bem: a instituição Igreja) de matar milhões de pobres coitados. Tampouco no Corão se encontra referência aos homens bomba ou à guerra santa, como a entendemos. O termo djihad significava a expansão e a divulgação do Islamismo... O problema foi o modo criado para fazer isso, né!
Invariavelmente, as religiões sérias (Peço licença para caracterizar determinadas religiões como não sérias, até porque os critérios para isso são bem relativos, mas você é capaz de abstrair) surgem de propósitos bons e úteis. Seja por uma revelação, por uma luta contra algo que não se concorda (vide protestantismo), por necessidades diferentes, e por aí vai. Imperativo considerar também que as crenças estão intrincadas com os costumes de quem as pratica, e a forma de compreender a religiosidade (Isso define a forma de agir do Movimento religioso) evolui com o tempo. Opa! Perdoe-me, leitor, se talvez fui eurocentrista e sem educação. Evolução é um péssimo conceito... Que tal “se modificam”? Até porque, é só lembrar de como era o cristianismo primitivo, muito mais puro do que qualquer, mas qualquer mesmo, segmento religioso dos dias de hoje.
Prestando um pouco de atenção, dá pra perceber que todas as crenças têm pontos em comum, seja na existência de Deus, na busca de algo a mais ou no direcionamento das vidas. Invariavelmente nos ligam com algo espiritual, uma essência que sobreexiste à carne e que pode voltar à Terra ou ter seu destino definido após a morte.
Seja como for, as doutrinas religiosas devem ser entendidas como caminhos. Todas elas são fantásticas em essência, mas já que o homem é um manézão, o que eles fazem das dotrinas pode não ser tão fantástico assim. Richar Bach, um pensador show de bola, abomina a religião organizada, mas não abre mão de sua religiosidade: estuda tudo o que pode e aproveita o melhor de cada uma. Um outro Richard, Richard Dawkings, argumenta que crer em algo é boçal, pois “O Zé crê na grande banana que só deixa ele sair de casa às sextas, mas o Juca crê no tomate da salvação que não o permite beber sexta e finais de semana. Logo, eles nunca bebem juntos por causa das crenças bobas que têm”. Religião é muito mais que isso. Religião é uma forma de se buscar. E se existem tantas, é porque tantos são os caracteres dos homens de hoje, e cada um merece encontrar o que precisa. É só saber procurar, meus caros.
