sábado, 24 de maio de 2008
Revendo conceitos.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Especialistas em coisa nenhuma
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Brigar pra quê?
terça-feira, 6 de maio de 2008
Aristóteles e Malhação
sábado, 3 de maio de 2008
É o P.A.C, man!
E aí, campeão!
Com toda a certeza você já deve ter escutado a sigla P.A.C no telejornal, nas conversas do teu pai e nas revistas. O Programa de Aceleração do Crescimento é um conjunto de medidas criado pelo governo Lula pra, como o nome diz, fazer com que o crescimento do Brasil acelere.
O P.A.C é uma medida meio que revolucionária. Não nos efeitos, ainda não tem nada de grande pra por na conta do programa, a maioria das ações estão em obras, mas ele tem uma boa intenção. Como diversos setores da nossa infra-estrutura estão de chorar o governo resolveu tentar por ordem na casa. Alem de uma política de amplo uso ele ainda amansa a população que fica esperando as melhorias.
O investimento não virá todo dos cofres da república, mas sim de um misto entre iniciativa privada, estatais, empresas de capital misto (Tipo a Petrobrás que é meio estatal meio privada) e a Própria união. A maior parte vai para o setor energético, os setores de infra-estrutura, em segundo plano os mil e quinhentos programas assistencialistas do governo ficam e em terceiro, com um valor miserável, os setores de transporte como aeroportos, rodovias, portos e por aí vai.
O lado social do programa também é bem legal. Foi criado ano passado dentro do próprio P.A.C um sub-programa com um nome muito criativo chamado “P.A.C das crianças“ que tem uma política de enfrentamento da violência contra as crianças e adolescentes além da reforma daquelas casas de reabilitação que se encontram, em sua maioria, em estado de junta. Também tem um lance de empregar os jovens com mais de 18 em bancos estatais, como estagiários.
Além disso, o P.A.C é uma vitrine absurdamente extraordinariamente plus grande para o Governo. Se o der certo, e vai dando muito bem, obrigado, o presidente e seu partido terão no placar muitos pontos a favor. A ministra Dilma Roussef foi eleita mãe do programa, muito engenhosamente fazendo com que o único nome do PT que não foi atingido pela chuva de farofa tacada no ventilador quando investigaram o mensalão ganhe créditos e popularidade.
O governo, mais uma vez, não dá ponto sem nó e caminha para uma vitória desconcertante. Se tudo no P.A.C se realizar de fato (Tem umas obras meio faraônicas como o Trem-Bala e etc) o PT sairá com o peito estufado e com isso, até 2010, sacramentar mais quatro e quiçá oito anos (Porque, como já falei em artigos anteriores, se reeleger no Brasil é só questão de não ser incompetente) na cadeira-chefe do Palácio do Planalto. E um carpete novo, pro salto não arranhar o chão.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Censura diluída
A música tem uma grande participação no registro e na formação da identidade de um país. Felizes os músicos que conseguem cumprir o papel de participar dessa formação positivamente sem perder a preocupação com a estética. É difícil compor mantendo o equilíbrio entre o conteúdo e a estética, sendo ambos de qualidade.
Acho que é unânime considerar que o período histórico que a música teve mais participação na política foi durante a ditadura militar. E propositalmente foi o período em que a música mais foi censurada. Os músicos da época tinham que tentar driblar a censura para conseguir criticar, através da música, a ditadura, e a repressão que ela praticava, inclusive a própria censura. Músicos tinham suas obras vetadas, eram exilados ou até mortos por apresentar resistência. O governo não queria dar espaço a oposições, mas naquela época, felizmente, as pessoas, principalmente os estudantes, ainda tinham senso crítico, o que dificultava o trabalho do governo de alienar. Pena essa capacidade de questionar ter se perdido com o tempo.
Um aspecto lindo dessa resistência foi a interação entre estilos diferentes de música, provavelmente provocada pelo objetivo em comum: a liberdade. Essa interação facilitou a mobilização do povo, porque os públicos-alvos de cada estilo musical eram tão variados quanto sua sonoridade. Essa miscelânea cultural que é o Brasil se misturou um pouco, não na capa, mas no conteúdo, cada pedaço dessa mistura continuava caminhando independente dos outros, mas agora, na mesma direção.
Agora a gente pensa “Ainda bem que isso acabou”. Nem tanto. A censura ainda existe, mas agora é feita de uma maneira diluída, mais minuciosa, sutil. O alvo da censura na época da ditadura eram as “vozes”, se tirava as vozes de quem queria conscientizar, músicos, professores e artistas eram amordaçados. Mas com o tempo foi ficando mais difícil calar as vozes sem chamar atenção, os repressores foram aprendendo com os próprios erros e a censura mudou, fez uma plástica, ficou quase imperceptível a olho nu. Agora pra enxergar ela é preciso um instrumento que anda em falta nas vitrines dos shoppings e nos catálogos das grifes internacionais que é o senso crítico.
