terça-feira, 20 de janeiro de 2009

The 44th

E aí, campeão ;]

Quanto tempo, exatos quatro meses sem nem aparecer pra ver como o blog tava. Estamos tentando voltar devagarinho, aos poucos, porque depois de quatro é complicado voltar com tudo.

Não poderia pensar em nada diferente para falar nessa volta do que o fato mais comentando, discutido e esperado do mundo no momento. Um simples ato que carrega uma carga de esperança inimaginável, quase irreal, transformando uma passagem corriqueira em um marco de uma nova era. "Ladies and gentlemans", eu falo da posse do 44º presidente dos EUA (Por quê raio eles fazem essa conta?), Mr. Barack Hussein Obama.

Ele entra com uma missão que é quase impossível: desfazer a enxurrada de lambança do antigo governo que conseguiu fazer com que sua popularidade beirasse os 30%. Também não é para menos, já que após pegar os EUA em uma trajetória de crescimento levaram o país a uma crise econômica monstruosa, níveis de desemprego na estratosfera, saúde e educação na sarjeta, sem contar as clássicas e polêmicas guerras contra Iraque e Afeganistão. Eles praticamente conseguiram inverter o rumo do país em oito anos.

Se não bastasse a árdua tarefa do presidente eleito norte-americano de resolver os problemas de sua própria casa civil, ele ainda carrega consigo nada mais do que a esperança de todo o resto do mundo consigo. É o desejo de ver a maior potência do mundo e, querando não, "crupiê" das cartas do jogo político e econômico atuais, com um pensamento racional em diversas frentes e principalmente no trato com o exterior e as políticas ambientais, que se mostrarm unilaterais, megalomaníacas e irresponsáveis na última "década" Bush. 

Eu diria que é uma pressão considerável. Essa pressão não está sendo reparada em sua totalidade muito pela lua-de-mel que os EUA e o mundo vivem com o novo presidente. O problema é até quando esse "affair" há de durar. Muito dos jornais estrangeiros comentam que a população americana vai ser mais compreensível com Obama, sabendo da complexidade da causa, porém eu desconfio. Sem querer ser do contra ou pessimista, acho que as projeções de seis meses de compreensão muito sonhadoras. O furacão, que atingia a bancos e grandes empresas, entraram nas casas da população americana mexendo com o sutil bom-humor da população que já não anda muito contente. Minha bisavó já dizia que não há amor em uma cabana ou lua-de-mel sem dinheiro. Para piorar, Obama não conta com a esmagadora maioria dos eleitores, ele ganhou por apenas 8 milhões de votos a mais. É gente contra para caramba.

Problemas e adivinhações a parte, essa posse representa, sem dúvida, uma mudança. Convenhamos, pois, que para um país que há sessenta anos estabelecia lugares para negros em ônibus deu um grande avanço tanto no aspecto social como cutural, sem contar com a mudança clara de pensamento político. Podemos esperar, ou pelo menos espero que possamos, uma política diferente com o resto do mundo, mais correta e, acima de tudo, racional, uma política econômica mais dinâmica, uma política interna mais próxima da população e uma imagem dos EUA mais branda. 

Brindemos a nova era. Mas vamos com calma, afinal, é apenas um homem com maravilhosas intenções contra séculos de políticas e tradições americanas. E para mudar o jeito dos norte-americanos só se o nome dele fosse Barack Hussein Messias Christ Obama. 

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