terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Hermanos Profetas

Tradução da Reportagem da Revista Fortuna, da Argentina Reportagem oficial de DIEGO R. GUELAR Secretario de Relaciones Internacionales de PRO ------------------------------------------------------------------------------------- O Fim do Capitalismo-- Assim como o ano de 1991, com a dissolução da URSS, marcou o fim do Comunismo ( tal como o conhecíamos), o ano de 2008 marcou o fim do Capitalismo ( tal como o conhecíamos). Nem o socialismo – como sistema de ingresso – nem o capitalismo – como sistema de acumulação de capital - desapareceram ou desaparecerão em curto ou médio prazo. Sem dúvida, serão reinterpretados, combinados e sobrepostos até o infinito. O original dessa revolução é que se produz sem um ator externo que a provoque ou uma troca que a represente, pelo contrário, parecere que será o mesmo país que produziu a crise (EUA) o que terá a responsabilidade central para incluir as modificações que façam novamente viável o “Império Global”. Isso é possível? No caso, insisto, é muito curioso. Hoje não há dúvidas que o programa de lançar trilhões de uma só vez desde Pequím, Mascou, Bruxelas, Nova Dehli e Brasília são tão importante como o pacote de salvação aprovado pelo Congresso Norte-Americano. Como ficará a distribuição do poder mundial? Preparemo-nos para mais surpresas sem mapa ou guia para as novidades. E falta gente. O que a desaparição de 50% dos ativos financeiros e uma depressão em pico são só número os estatísticas? Nos EUA, não se conheceu desde 60 grandes mobilizações de protesto. O que ocorrem agora? Na Espanha já há três milhões de desempregados e se esperam um milhão e meio a mais durante o próximo ano. Haverá eleições antecipadas? Protagonizaremos o novo amanhecer ou uma dura e tormentosa noite? As duas coisas. O século XX foi o cenário da confrontação ideológica intraocidental: Comunismo, Capitalismo, Fascismo, Nazismo, Socialismo, Democracia-Cristã. O século XXI será o do mundo que questionará a supremacia do Ocidente e o possível giro para o Oriente. Japão será a fronteira ou um aliado da China nesta nova disputa? A fascinação pelas “oportunidades comerciais que a China abre” terão que incluir sua aspiração política e militar pela hegemonia global. Isso não é nem de graça nem pacífico; América do sul e África vão ser os primeiros territórios. Entendemos os valores que estão em jogo? Será esta a oportunidade para que o “gigante adormecido” nos mostre seu verdadeiro rosto? E os recursos naturais? E a mudança climática? E o fim da era do petróleo? Os que ingenuamente acreditam que a revolução é a Internet levaram uma grande surpresa. A Comunicação é somente o mensageiro. O que mudará é a mensagem.

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